Como medimos a sua velocidade

Este teste mede o que a sua conexão consegue transferir entre este aparelho e o servidor de teste que aparece na tela inicial. Nada é estimado a partir de um arquivo pequeno nem de uma única conexão: o teste usa a rede de verdade, durante tempo suficiente para o resultado ser confiável. Veja o que acontece em cada etapa.

1. Preparo

O navegador pede ao servidor para começar. O servidor devolve uma autorização válida só para este teste e informa o seu endereço IP e se você está na rede do provedor. Em seguida o navegador abre, de antemão, as conexões que vai usar, para que o tempo de abri-las não entre na medição.

2. Latência e jitter (a rede parada)

Latência é quanto tempo uma mensagem minúscula leva para ir até o servidor e voltar, em milissegundos (ms). Quanto menor, mais “imediata” é a conexão, o que importa para jogos, chamadas de vídeo e navegação. Medimos 20 vezes, uma de cada vez, e mostramos a menor e a mediana (o valor do meio, que ignora picos isolados).

Jitter é o quanto a latência varia de uma medida para a seguinte. Um jitter alto faz a chamada de vídeo “picotar” mesmo com velocidade de sobra.

3. Download: várias conexões de verdade

O servidor envia dados aleatórios, que não se comprimem, por várias conexões TCP simultâneas (6 por padrão). Usamos várias porque uma conexão sozinha raramente enche um link rápido: o TCP, o protocolo por baixo da internet, precisa “aprender” a velocidade do caminho e cada conexão enfrenta limites próprios. O navegador do seu aparelho só conta quantos bytes chegaram.

4. Por que descartamos o começo (aquecimento)

Toda conexão TCP começa devagar e acelera por etapas (a “partida lenta”, ou slow start). Se contássemos esse trecho, o resultado sairia menor do que a sua conexão realmente entrega. Por isso o primeiro 1,5 segundo é descartado e, se a velocidade ainda estiver subindo bastante, o descarte se estende (até 4 segundos). O resultado é o total de dados da janela que sobra dividido pela duração dessa janela.

Linha do tempo de uma fase de 10 segundos Uma barra de 0 a 10 segundos. O trecho inicial, de 0 a 1,5 segundo, está em cinza e é descartado. O restante, de 1,5 a 10 segundos, está em destaque e é o que entra no cálculo da velocidade. 0 s 1,5 s 10 s descartado janela medida: bytes ÷ tempo
Cada fase dura um tempo fixo (cerca de 10 segundos). O começo, ainda em aceleração, não entra na conta.

5. Por tempo, não por tamanho

Download e upload rodam por um tempo fixo, e não até transferir um arquivo de certo tamanho. Assim o teste dura quase o mesmo em uma conexão lenta ou rápida e não sobrecarrega links pequenos nem termina cedo demais em links gigabit.

6. Upload: quem conta é o servidor

No upload o aparelho envia dados aleatórios. O navegador consegue dizer quanto entregou à sua própria fila de envio, mas isso infla o começo do teste, porque a fila local enche mais rápido do que a rede escoa. Por isso a velocidade de upload vem do que o servidor recebeu, que ele informa a cada quarto de segundo.

7. Latência com a rede ocupada (bufferbloat)

Durante o download e durante o upload continuamos medindo a latência, a cada 250 ms, em uma conexão à parte. Se o valor sobe muito quando a rede está cheia, o roteador ou o equipamento do provedor está enfileirando pacotes demais, um problema chamado bufferbloat. É como a fila do caixa: com a rede parada você passa na hora, com ela cheia, espera. Esse número explica por que a internet “trava” quando alguém na casa está baixando algo, mesmo com boa velocidade.

8. O servidor confere o que o aparelho mediu

No fim, o aparelho envia o que mediu e o servidor compara com o que ele mesmo contou. No download, ele confere quantos bytes enviou e em que janela de tempo: se algo não bate (por exemplo, um número inventado ou um teste interrompido), o resultado é marcado como inconsistente e o número mostrado passa a ser o do servidor. No upload não há o que conferir: o número mostrado já é o que o servidor recebeu (seção 6). Resultado só do aparelho nunca é aceito sozinho.

O que pode mudar o resultado

Transparência

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